segunda-feira, 25 de agosto de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

Documentário sobre a vida e a obra de Chico Xavier

Em parceria como o professor e produtor Abel Silva, iniciamos neste mês de agosto os trabalhos de pesquisa para produção do documentário de longa metragem sobre o médium Chico Xavier, eleito "Mineiro do Século". O documentário tem como objetivo promover o resgate histórico da trajetória do médium, desde o início de suas atividades em Pedro Leopoldo até a morte em Uberada e, ao mesmo tempo, apresentar a evolução da doutrina espírita, a partir dos estudos de Alan Kardec, na França. Os trabalhos de pesquisa serão coordenados pelo historiador e professor universitário Antônio de Paiva Moura.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Documentário Lagoinha

A Lagoinha

Documentário produzido como atividade de extensão universitária do Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI-BH, sobre o bairro Lagoinha, com a intenção de resguardar memórias esparsas e dilaceradas sobre o local que rapidamente vai se esvaindo e que deu a Belo Horizonte marcas indeléveis de comportamentos e atitudes. Certamente a Lagoinha foi a antítese do grande projeto urbanístico republicano, carregando ao longo da história uma carga pejorativa de adjetivos e insinuações.

Às margens do projeto

A nova capital de Minas Gerais foi desenhada e construída nos princípios do positivismo parisiense, como um tabuleiro de xadrez. Os quadros definidos, cada peça em seu lugar, como se a ordem e o progresso marchassem juntos com os esquadros e compassos de engenheiros e arquitetos. A Capital símbolo da República não levou em consideração a presença colonial, as miscigenações, as imigrações constantes e, principalmente, a necessidade de criações e adaptações próprias da natureza inconstante do homem. Assim, encostada no limite oficial da cidade, a variedade cultural encontrou um nicho para as liberdades de traços, trajetos, pontos de referências e atividades nada positivas como queria a República. E nesse emaranhado de antigos moradores do Curral Del Rei e recém chegados, homens e mulheres desenharam um aglomerado que tinha como referência uma pequena e inconstante lagoa,. O calor humano, a falta de regras e variados ingredientes geraram a LAGOINHA. Seria já nessa época um bairro de verdade?

O fato é que ali também foram residir imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, e brasileiros de outros estados que vieram trabalhar nas obras da construção de Belo Horizonte.

A Lagoinha cresceu rapidamente e tornou-se o primeiro centro comercial fora dos limites oficiais da cidade. Os boêmios se lembram com saudades da velha Lagoinha, um lugar de fronteiras difusas, subjetivas, com características próprias e costumes tolerantes.

O Começo do fim

A corrosão da Lagoinha começou com decisões e indecisões das esferas administrativas quando Belo Horizonte, cercada ao sul pela Serra Curral, se expandiu para o norte, exigindo transformações que incluíam a criação de novas vias de acesso. Entre a avenida Afonso Pena e a Antonio Carlos havia a Feira de Amostras, o ginásio do Payssandu e a antiga rodoviária. Por alguns instantes a Lagoinha sobreviveu diante das dúvidas políticas. Tudo foi sacrificado em nome de uma nova e exuberante estacão rodoviária em vez da ligação direta das grandes avenidas. Anos depois o bairro sofreria um golpe mais forte com a solução parcial dos acessos para a região norte: a construção tortuosa de viadutos e túneis. O golpe de misericórdia, no entanto, seria dado com a instalação do trem metropolitano, que determinou a construção de modernas plataformas de embarque e desembarque, bem no coração do bairro e o volume espantoso do tráfego de ônibus e carros.

O documentário.

Durante décadas, comerciantes e moradores foram testemunhas das transformações sofridas pela Lagoinha. É exatamente esse olhar cheio de recordações que se pretende resgatar.

O filme, categoria documentário, intitulado Lagoinha, tem duração de 81 minutos. Foi captado e finalizado em alta definição, tendo como objetivo principal o resgate da memória do bairro. Como conseqüência de curto prazo, a formação de uma consciência acerca do patrimônio material e imaterial que a Lagoinha possui.

O projeto do documentário, que se iniciou em fevereiro de 2007, fruto de um minucioso trabalho de pesquisa, contou com o apoio de voluntários e bolsistas e de professores.

Direção: Melquíades Lima
Produção Executiva: Lúcia Araújo
Direção de Fotografia: Frederico Dávila
Direção de Arte: Márcio Augusto


Colaboradores:

Bolsistas:

Henrique Jardim Dias
Ludmila Souza Mascarenhas Marques

Voluntários:

Cícero Gabriel de Albuquerque Soares
Dayana Mara de Souza Viríssimo
Muriel Ramalho Guimarães
Natália Dutra Rocha
Natália Resende Guimarães

Melquíades com o compositor Gérvásio Horta, que participou do documentário