sábado, 29 de novembro de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Documentário sobre a vida e a obra de Chico Xavier
Em parceria como o professor e produtor Abel Silva, iniciamos neste mês de agosto os trabalhos de pesquisa para produção do documentário de longa metragem sobre o médium Chico Xavier, eleito "Mineiro do Século". O documentário tem como objetivo promover o resgate histórico da trajetória do médium, desde o início de suas atividades em Pedro Leopoldo até a morte em Uberada e, ao mesmo tempo, apresentar a evolução da doutrina espírita, a partir dos estudos de Alan Kardec, na França. Os trabalhos de pesquisa serão coordenados pelo historiador e professor universitário Antônio de Paiva Moura.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Documentário Lagoinha
A Lagoinha
Documentário produzido como atividade de extensão universitária do Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI-BH, sobre o bairro Lagoinha, com a intenção de resguardar memórias esparsas e dilaceradas sobre o local que rapidamente vai se esvaindo e que deu a Belo Horizonte marcas indeléveis de comportamentos e atitudes. Certamente a Lagoinha foi a antítese do grande projeto urbanístico republicano, carregando ao longo da história uma carga pejorativa de adjetivos e insinuações.
Às margens do projeto
A nova capital de Minas Gerais foi desenhada e construída nos princípios do positivismo parisiense, como um tabuleiro de xadrez. Os quadros definidos, cada peça em seu lugar, como se a ordem e o progresso marchassem juntos com os esquadros e compassos de engenheiros e arquitetos. A Capital símbolo da República não levou em consideração a presença colonial, as miscigenações, as imigrações constantes e, principalmente, a necessidade de criações e adaptações próprias da natureza inconstante do homem. Assim, encostada no limite oficial da cidade, a variedade cultural encontrou um nicho para as liberdades de traços, trajetos, pontos de referências e atividades nada positivas como queria a República. E nesse emaranhado de antigos moradores do Curral Del Rei e recém chegados, homens e mulheres desenharam um aglomerado que tinha como referência uma pequena e inconstante lagoa,. O calor humano, a falta de regras e variados ingredientes geraram a LAGOINHA. Seria já nessa época um bairro de verdade?
O fato é que ali também foram residir imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, e brasileiros de outros estados que vieram trabalhar nas obras da construção de Belo Horizonte.
A Lagoinha cresceu rapidamente e tornou-se o primeiro centro comercial fora dos limites oficiais da cidade. Os boêmios se lembram com saudades da velha Lagoinha, um lugar de fronteiras difusas, subjetivas, com características próprias e costumes tolerantes.
O Começo do fim
A corrosão da Lagoinha começou com decisões e indecisões das esferas administrativas quando Belo Horizonte, cercada ao sul pela Serra Curral, se expandiu para o norte, exigindo transformações que incluíam a criação de novas vias de acesso. Entre a avenida Afonso Pena e a Antonio Carlos havia a Feira de Amostras, o ginásio do Payssandu e a antiga rodoviária. Por alguns instantes a Lagoinha sobreviveu diante das dúvidas políticas. Tudo foi sacrificado em nome de uma nova e exuberante estacão rodoviária em vez da ligação direta das grandes avenidas. Anos depois o bairro sofreria um golpe mais forte com a solução parcial dos acessos para a região norte: a construção tortuosa de viadutos e túneis. O golpe de misericórdia, no entanto, seria dado com a instalação do trem metropolitano, que determinou a construção de modernas plataformas de embarque e desembarque, bem no coração do bairro e o volume espantoso do tráfego de ônibus e carros.
O documentário.
Durante décadas, comerciantes e moradores foram testemunhas das transformações sofridas pela Lagoinha. É exatamente esse olhar cheio de recordações que se pretende resgatar.
O filme, categoria documentário, intitulado Lagoinha, tem duração de 81 minutos. Foi captado e finalizado em alta definição, tendo como objetivo principal o resgate da memória do bairro. Como conseqüência de curto prazo, a formação de uma consciência acerca do patrimônio material e imaterial que a Lagoinha possui.
O projeto do documentário, que se iniciou em fevereiro de 2007, fruto de um minucioso trabalho de pesquisa, contou com o apoio de voluntários e bolsistas e de professores.
Direção: Melquíades Lima
Produção Executiva: Lúcia Araújo
Direção de Fotografia: Frederico Dávila
Direção de Arte: Márcio Augusto
Colaboradores:
Bolsistas:
Henrique Jardim Dias
Ludmila Souza Mascarenhas Marques
Voluntários:
Cícero Gabriel de Albuquerque Soares
Dayana Mara de Souza Viríssimo
Muriel Ramalho Guimarães
Natália Dutra Rocha
Natália Resende Guimarães
Documentário produzido como atividade de extensão universitária do Centro Universitário de Belo Horizonte - UNI-BH, sobre o bairro Lagoinha, com a intenção de resguardar memórias esparsas e dilaceradas sobre o local que rapidamente vai se esvaindo e que deu a Belo Horizonte marcas indeléveis de comportamentos e atitudes. Certamente a Lagoinha foi a antítese do grande projeto urbanístico republicano, carregando ao longo da história uma carga pejorativa de adjetivos e insinuações.
Às margens do projeto
A nova capital de Minas Gerais foi desenhada e construída nos princípios do positivismo parisiense, como um tabuleiro de xadrez. Os quadros definidos, cada peça em seu lugar, como se a ordem e o progresso marchassem juntos com os esquadros e compassos de engenheiros e arquitetos. A Capital símbolo da República não levou em consideração a presença colonial, as miscigenações, as imigrações constantes e, principalmente, a necessidade de criações e adaptações próprias da natureza inconstante do homem. Assim, encostada no limite oficial da cidade, a variedade cultural encontrou um nicho para as liberdades de traços, trajetos, pontos de referências e atividades nada positivas como queria a República. E nesse emaranhado de antigos moradores do Curral Del Rei e recém chegados, homens e mulheres desenharam um aglomerado que tinha como referência uma pequena e inconstante lagoa,. O calor humano, a falta de regras e variados ingredientes geraram a LAGOINHA. Seria já nessa época um bairro de verdade?
O fato é que ali também foram residir imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, e brasileiros de outros estados que vieram trabalhar nas obras da construção de Belo Horizonte.
A Lagoinha cresceu rapidamente e tornou-se o primeiro centro comercial fora dos limites oficiais da cidade. Os boêmios se lembram com saudades da velha Lagoinha, um lugar de fronteiras difusas, subjetivas, com características próprias e costumes tolerantes.
O Começo do fim
A corrosão da Lagoinha começou com decisões e indecisões das esferas administrativas quando Belo Horizonte, cercada ao sul pela Serra Curral, se expandiu para o norte, exigindo transformações que incluíam a criação de novas vias de acesso. Entre a avenida Afonso Pena e a Antonio Carlos havia a Feira de Amostras, o ginásio do Payssandu e a antiga rodoviária. Por alguns instantes a Lagoinha sobreviveu diante das dúvidas políticas. Tudo foi sacrificado em nome de uma nova e exuberante estacão rodoviária em vez da ligação direta das grandes avenidas. Anos depois o bairro sofreria um golpe mais forte com a solução parcial dos acessos para a região norte: a construção tortuosa de viadutos e túneis. O golpe de misericórdia, no entanto, seria dado com a instalação do trem metropolitano, que determinou a construção de modernas plataformas de embarque e desembarque, bem no coração do bairro e o volume espantoso do tráfego de ônibus e carros.
O documentário.
Durante décadas, comerciantes e moradores foram testemunhas das transformações sofridas pela Lagoinha. É exatamente esse olhar cheio de recordações que se pretende resgatar.
O filme, categoria documentário, intitulado Lagoinha, tem duração de 81 minutos. Foi captado e finalizado em alta definição, tendo como objetivo principal o resgate da memória do bairro. Como conseqüência de curto prazo, a formação de uma consciência acerca do patrimônio material e imaterial que a Lagoinha possui.
O projeto do documentário, que se iniciou em fevereiro de 2007, fruto de um minucioso trabalho de pesquisa, contou com o apoio de voluntários e bolsistas e de professores.
Direção: Melquíades Lima
Produção Executiva: Lúcia Araújo
Direção de Fotografia: Frederico Dávila
Direção de Arte: Márcio Augusto
Colaboradores:
Bolsistas:
Henrique Jardim Dias
Ludmila Souza Mascarenhas Marques
Voluntários:
Cícero Gabriel de Albuquerque Soares
Dayana Mara de Souza Viríssimo
Muriel Ramalho Guimarães
Natália Dutra Rocha
Natália Resende Guimarães
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